Pílulas Anticoncepcionais


História

Com o objetivo de potencializar a liberdade das mulheres, a pílula anticoncepcional foi desenvolvida na década de 1950, nos Estados Unidos, por um grupo de profissionais que tinha o seguinte propósito: encontrar um método científico de controle da natalidade em que mulheres pudessem fazer sexo sem necessariamente engravidar.

A enfermeira e ativista Margaret Sanger liderou a iniciativa. Juntaram-se a ela o cientista Gregory Pincus, o ginecologista John Rock e a bióloga Katharine McCormick que, movida pela causa feminista, financiou com a fortuna pessoal as pesquisas para criar o sonhado medicamento.

Após anos de trabalho, resistência às pressões morais e polêmicas sociais, a pílula anticoncepcional foi aprovada em 1960 pela agência reguladora norte-americana, FDA (Food and Drug Administration). Anos mais tarde passou a ser legalmente comercializada.

Batizada como mãe da revolução sexual, a pílula marcou definitivamente a trajetória feminina na luta pelos seus direitos. Ao longo das últimas décadas, a comunidade científica e a indústria farmacêutica vêm investindo no aprimoramento do medicamento a fim de aumentar a segurança e reduzir os efeitos colaterais.

Hormônios

A pílula anticoncepcional é composta por dois hormônios: progestagênio, que impede a ovulação; e o estrogênio, cuja função é controlar o ciclo menstrual e potencializar o efeito anticoncepcional do progestagênio.

Evolução

Desde seu surgimento, a pílula já teve vários avanços científicos e quatro mudanças fundamentais destacam-se na evolução do medicamento:

  1. Redução das doses hormonais;
  2. Surgimento de novos progestagênios;
  3. Novos regimes de administração, ou seja, da forma como a pílula é tomada;
  4. Introdução do estradiol (hormônio bioidêntico, ou seja, estrogênio igual ao produzido pelos ovários).

Pílula Anticoncepcional


O contraceptivo oral combinado (COC), chamado de pílula, contém a combinação de dois hormônios, geralmente um estrogênio e um progestagênio, ambos sintéticos, que impedem a ovulação, modificam o muco cervical e tornam o endométrio inadequado para a implantação do embrião. A escolha da pílula deve ser indicada pelo ginecologista, pois só após uma análise criteriosa do histórico da paciente é possível indicar qual é a mais adequada ao organismo de cada mulher. A comunidade médica e científica afirma que "não existe a melhor pílula, existe a pílula mais adequada para cada mulher".



Posologia

Você deverá ingerir um comprimido ao dia durante 21, 24 ou 28 dias. O tratamento poderá ser feito com pausa de sete ou quatro dias, ou de forma estendida/contínua, de acordo com o tipo da pílula e indicação médica.

Indicação e eficácia

Tem eficácia de mais de 99% quando usada de forma correta. Com a evolução das pílulas, o método passou a ser utilizado, também, no tratamento de sintomas e patologias, como cólicas menstruais, sangramentos irregulares, TPM, endometriose, síndrome dos ovários policísticos, acne e aumento de pelos. Estudos científicos indicam que a pílula anticoncepcional pode reduzir a incidência de câncer de ovário e de endométrio, doença benigna da mama, desenvolvimento de cistos ovarianos, artrite reumatoide, doença inflamatória pélvica (DIP) e anemia por deficiência de ferro.

Contraindicações

São contraindicadas para mulheres fumantes com 35 anos ou mais, hipertensas, com histórico familiar de trombose e outras doenças cardiovasculares. O uso das pílulas pode aumentar o risco de complicações vasculares, como trombose venosa profunda (TVP), embolia pulmonar, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC).

Tipos de pílula


Combinada
monofásica

É a mais conhecida pelas mulheres. Tem a dose de estrogênio e progestagênio constante durante o período de tratamento. O início do uso deve ser no primeiro dia da menstruação e, a partir daí, com pausa de 4 ou 7 dias ao final da cartela ou mesmo em uso contínuo, ou seja, sem pausa entre as cartelas de acordo com o tipo da pílula.

Combinada
multifásica

Tem hormônios com dosagens diferentes conforme a fase do tratamento. Os comprimidos têm cores diferentes e devem ser tomados na ordem da cartela.

Pílula só de
progesterona

Indicada para mulheres lactantes ou com contraindicação ao uso do estrogênio. É a pílula sem estrogênio que possui somente progesterona. Deve ser tomada sem interrupção.

Pílula anticoncepcional de emergência

Não é um método para uso rotineiro e deve ser usada somente em situações de emergência após uma relação sexual sem proteção, ou quando há suspeita de falha do método anticoncepcional rotineiramente utilizado.

Dúvidas frequentes sobre a pílula

Não existe a "melhor" e sim a mais "adequada". Devido às necessidades individuais foram desenvolvidas pílulas diferentes que devem ser avaliadas pelo ginecologista juntamente com a análise de aspectos como histórico familiar, exames clínicos e ginecológicos.

A pílula é um medicamento como qualquer outro e tem contraindicações e efeitos colaterais. A cuidadosa avaliação do histórico individual e familiar, associada ao exame físico, ginecológico, de mamas, Papanicolau e outros para os grupos de risco irão apontar possíveis contraindicações à mulher.

Sim, em alguns casos pode ser indicada para tratamento de sintomas e patologias como cólicas, TPM e doenças como síndrome dos ovários policísticos, sangramento uterino anormal e endometriose.

Estudos científicos apontam que a pílula não engorda nem provoca o aparecimento de celulite e estria.

Cada pílula possui uma forma de ingestão de acordo com a composição e ou combinação do hormônio. Normalmente, deve ser iniciada no primeiro dia da menstruação.

Sim, durante a pausa de quatro ou sete dias a pílula protege da gravidez. O risco de falha não se altera é o mesmo, ou seja, menor que 1%.

Em geral, se o atraso for de 24 horas, a mulher poderá tomar o medicamento assim que se lembrar. Se for maior que esse período, deve consultar o médico ou a bula do medicamento para buscar orientação.

É importante consultar o ginecologista para orientar o melhor procedimento para este fim.

É recomendado consultar o ginecologista para orientar quanto a suspensão do tratamento contraceptivo.

Não, nem a mulher, nem o parceiro. As doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) só são prevenidas com o uso do preservativo (feminino ou masculino).

Todas as pílulas e contraceptivos hormonais combinados, como anel vaginal, adesivo e injeção mensal são contraindicados para mulheres fumantes com 35 anos ou mais, hipertensas, mulheres com histórico familiar de trombose e outras doenças cardiovasculares. O uso das pílulas pode aumentar o risco de complicações vasculares como trombose venosa profunda (TVP), embolia pulmonar, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC).

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